Fiz uma cirurgia recentemente. Posso viajar ou terei complicações?

O final de ano é um período no qual muitas pessoas aproveitam para viajar, seja a negócios, férias, visitar um parente ou por qualquer outro motivo. Mas coincidentemente pode ser que você precise fazer uma cirurgia nesse mesmo período e já estava com a viagem marcada, ou até mesmo está planejando viajar. Por isso é comum se perguntar se você pode viajar de avião ou se isso implica em algum risco de ter complicações. Para ter ajudar com essa dúvida muito frequente entre a maioria dos passageiros, nós vamos te dar a resposta!

Nesse período que antecede as festas de final de ano é comum vermos as pessoas se organizando para viajar, no entanto, recém operados e que sofrem de insuficiência cardíaca não precisam abrir mão do tão aguardado descanso por causa da cirurgia, muito pelo contrário, só precisam seguir as orientações médicas e tomar alguns cuidados durante a viagem.

O período pós-operatório não deve ser uma limitação para quem pretende viajar de avião nas festas de final de ano, afirma Rogério Krakauer, cardiologista e presidente da regional ABCDM da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Para o cardiologista umas das opções é utilizar meias elásticas (em alguns casos recomenda-se o uso de anticoagulantes), movimentar-se a cada 2h, hidratar-se com frequência e não ingerir bebidas alcoólicas durante a viagem.

Empregos para viajar o mundo: Funcionário Publico
Reprodução: Pixabay

O paciente recém-operado do coração é o que mais requer cuidados em caso de viagens, pois é uma das cirurgias que mais provoca processo inflamatório. “Quem tem insuficiência cardíaca grave ou descompensada deve evitar avião, pois a viagem reduz a tensão de oxigênio na cabine e pode fazer diferença em pacientes que estão em processo de recuperação nas viagens mais longas”, explica Krakauer.

Caso o paciente tenha falta de ar, tontura ou palpitações em viagens aéreas é aconselhável comunicar imediatamente os comissários de bordo para que eles possam avaliar a situação e se necessário chamar um médico no voo. Recém operados devem ter sempre em mãos um relatório das doenças e medicações de uso habitual emitido pelo médico no qual conste o estado atual do paciente e as recomendações caso aconteça alguma intercorrência.

As medicações do paciente devem estar junto a ele na mala de mão sempre associadas a uma receita completa. Os mesmos fatores de risco comentados acima são mais frequentes e graves na população idosa. As arritmias podem ser consequência desses fatores de risco de viagens aéreas em pacientes descompensados ou pouco medicados.

A probabilidade de uma pessoa sofrer um infarto ou ter AVC durante a viagem aérea é muito baixa, no entanto, pode acontecer. Dentre as causas que poderiam levar a isso podemos destacar o aumento ou queda da pressão arterial (ansiedade, comida salgada), trombose (imobilidade), desidratação, uso de álcool e mudança de fuso-horário em relação as medicações de uso habitual.

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